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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Pessoas realmente felizes!



Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; 
Mateus 5:3-6

Como vimos na última reflexão, a felicidade prometida por Jesus no Sermão do Monte não é passageira ou fundamentada apenas em estímulos, que se retirados a destroem. Essa felicidade é fundamentada em Deus, na obediência à Sua palavra e na fé. Não é um estado que conseguimos conquistar por nós mesmos, como pregam certas filosofias. Ele só é conquistado através da nossa comunhão com Jesus. Lembre-se! Um galho não pode produzir frutos, a não ser que esteja ligado à planta, para receber da sua seiva!
Hoje vamos ver com mais detalhes as quatro primeiras qualidades que Jesus afirmou trazerem plena felicidade. Estas quatro primeiras tratam do relacionamento da pessoa com Deus.

Jesus começou mencionando a:
I – HUMILDADE DE ESPÍRITO – Mt. 5.3
A palavra pobre ou humilde descreve a pessoa que não tem absolutamente nada. Por isso, é utilizada para se referir a uma humilde dependência de Deus. Humildade ou pobreza nesse sentido é reconhecer que não temos nada para oferecer a Deus, e que dependemos dele para tudo.
Só quando nos humilhamos diante de Deus e reconhecemos que não há em nós nenhum bem que nos faça dignos do reino dos céus, é que podemos ser justificados por Ele!

Essa qualidade é estranha num mundo onde se valoriza os independentes, os que demonstram não precisar de ajuda, ser autossuficientes, saber tudo e ter o poder nas mãos. Jesus contradiz essa ideia!
Na Bíblia encontramos dois textos que confirmam o quando Deus dá valor à postura de humildade. Em Apocalipse 3.17 vemos Jesus falando com os cristãos da igreja de Laodiceia a respeito de sua postura arrogante e autossuficiente. E na Parábola do Fariseu e do Publicano, narrada em Lucas 18.11-13 também.

Para os humildes de espírito Jesus promete que receberão (herdarão) o reino dos céus. Ele  enfatiza que o reconhecimento da nossa pobreza espiritual é a condição indispensável para receber esse reino no qual seremos plenamente felizes! Veja outras promessas de Deus aos pobres de espírito em Isaías 57.15 e 66.2.

A segunda característica que gera felicidade em nós, segundo Jesus é:
II – CHORAR – Mt. 5.4
Parece contraditório, não é?! “Feliz o que chora”! Mas, Jesus se refere aqui, não a um choro de luto, de mágoa ou de raiva, e sim ao choro de arrependimento. Existe uma ligação entre as primeiras duas bem-aventuranças: ser humilde de espírito é sentir convicção pelo pecado; chorar é demonstrar contrição. O que deve nos levar às lágrimas é a tristeza pelos nossos pecados! Veja o que o apóstolo Paulo diz em 2 Coríntios 7.10!

Mas além de chorar por seus próprios pecados, a Bíblia nos mostra que Deus espera que haja lágrimas também pelos pecados dos outros. Lágrimas quando vemos alguém cair no pecado, em vez de fofoca sobre o seu pecado. Jesus chorou pelo pecado do seu povo (Lc. 19.41).

A Bíblia ainda fala sobre aqueles que choram enquanto semeiam a Palavra de Deus e de como eles serão recompensados com alegria!
A promessa de Jesus para as pessoas que choram, nessa perspectiva,  é que serão consoladas pelo único conforto que pode aliviar o desespero: o perdão gratuito de Deus. Ap. 21.3-4

A terceira qualidade que resulta na felicidade verdadeira é a:
III – MANSIDÃO – Mt. 5.5
Segundo os dicionários, mansidão é o mesmo que serenidade; o estado de espírito de alguém que tem controle e domínio sobre seu temperamento e atitudes; calma; paciência; controle da situação; domínio próprio. Biblicamente, mansa é uma pessoa controlada por Deus – 2 Tm. 2.24

Apesar de ser resultado da presença do Espírito Santo na vida do cristão, a mansidão também é um exercício a ser praticado a cada instante. Moisés, por exemplo, não era manso no início de vida com Deus, mas se tornou através da comunhão que desenvolveu com Ele – Nm. 12.3
Mais do que feliz é o cristão que tem todo o impulso sob o controle de Jesus , pois, como diz o escritor John Stott: “a condição pela qual tomamos posse de nossa herança espiritual em Cristo não é a força, mas a mansidão, pois tudo é nosso, se somos de Cristo”. – Mt. 11.29

O quarto tipo de pessoas bem-aventuradas são:
IV – OS QUE TÊM FOME E SEDE DE JUSTIÇA – Mt. 5.6
Justiça é a virtude de dar a cada um, o que é seu por direito. É também a qualidade do que é verdadeiro e correto.
Primeiramente, o cristão deve ter fome e sede de justiça moral, isto é, deve desejar se conduzir, ou se comportar conforme Deus quer.  Deve desejar ardentemente fazer o que agrada a Deus.– Sl. 106.3
Mas também deve ter fome e sede de justiça social. Deve ter como preocupação atender os pobres, libertar os oprimidos e promover os direitos humanos. – Sl. 82.3-4
O cristão deve ainda desejar ver a justiça de Deus, revelada na pessoa de Jesus, sendo estabelecida na terra. – Fl. 3.9

Como numa construção, as bem-aventuranças são como alicerces, que estão amarradas umas às outras, estão corelacionadas. Que através da compreensão de cada uma delas permitamos a Deus transformar nosso caráter e nos dar a felicidade constante.

 Uma semana plenamente feliz pra você, amado leitor do Sempre com Deus!


 Baseado em: Sermão do Monte (um ensino desafiador). Ed. Cristã Evangélica


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Perto de Deus

Reconhecendo a grande necessidade do ser humano de viver bem perto de Deus, um cristão do passado orava dizendo: “Tu nos criaste para Ti mesmo, e a nossa alma não encontra descanso, enquanto não descansar no Senhor Todo-poderoso’.

Jesus disse em Mateus 11:29: “Em mim achareis descanso para vossas almas”. Deus nos criou para Ele, e nossa vida não se realizará se não vivermos em comunhão com Ele. 

Veja como Jesus exemplificou isto por meio de uma linda parábola (parábola é uma história que usa situações da vida real (do cotidiano), para ensinar verdades espirituais. Jesus ensinava muito por meio delas).

 Lucas 15:11-24 (Clique para ler )

A parábola do Filho Pródigo (esbanjador), talvez a mais conhecida de todas as parábolas, é um exemplo vivo desta verdade. Nela vemos a experiência de um filho que decidiu viver longe do pai, mas logo descobriu que isso era impossível.

O que fica bem claro nessa história contada por Jesus é a ênfase no fato de que “o melhor lugar para o ser humano ficar é perto de Deus, debaixo de sua graça maravilhosa”.

Nesta parábola encontramos o filho em três momentos distintos: 

Primeiro deixando seu lar - v. 13 

É o momento em que ele decide partir. Seduzido por ilusões, abraça um estilo (projeto) de vida que não incluía nem agradava o pai, passando a viver de forma absolutamente corrompida.

Em pouco tempo, as dificuldades começam a aparecer, começando pelas perdas, pois consumiu tudo que possuía; humilhações, pois foi desprezado pelos amigos e teve que cuidar de porcos. (profissão desprezível para os judeus) e fome, pois “começou a padecer necessidades, e nem com a comida destinada aos porcos podia se alimentar, embora o desejasse”. V. 16
Foi alto o preço por ter abandonado o pai.
O pai nesta parábola representa Deus, e o filho que errou, representa todos aqueles que têm se distanciado de Deus, de Seus ensinos, Seus planos, Sua igreja, Seu amor, Seus valores e Sua companhia.

Você está perto de Deus?
Outra pergunta que ajuda a responder esta primeira é: se Jesus estivesse em meu lugar viveria a vida como você vem vivendo?

Vejamos um segundo momento do filho:
Ele começa a sentir saudades do seu lar - v. 15-19

O coração aperta, a saudade aumenta, o arrependimento chega, a crise se intensifica e o filho percebe que a troca foi péssima!O moço cai em si e os questionamentos brotam em sua mente: “Quantos trabalhadores de meu pai tem pão com fartura e aqui pereço de fome.” (v. 17). Ele reconhece que pecou e, quebrantado e arrependido decide voltar: “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai”.

As pessoas, às vezes confundem remorso, tristeza, com arrependimento. Mas arrependimento é sinônimo de mudança de atitude! E ele levantou-se e foi (mudou de atitude). Percebeu, depois de muito sofrer, que PERTO DO PAI ERA O MELHOR LUGAR PARA ELE!

O terceiro e grande momento da história deste rapaz foi o retorno ao lar. v. 20-24

“Vinha ele ainda longe quando o pai o avistou” (v. 20b). O momento do encontro é emocionante! O pai corre ao encontro do filho! Seu amor é grande, (Jo. 6:37), seu perdão é sem igual (Mq. 7:18, 19). O pai se alegra e celebra! O filho é profundamente abençoado por um pai que AMA e PERDOA.

Esta história nos ensina que perto de Deus é o melhor lugar para o ser humano viver.

Perto de Deus, em adoração sincera; em oração constante; fazendo a Sua vontade; servindo-o com alegria através de seu dom, seja qual for!

Perto de Deus, cantando e orando; recebendo toda sorte de bênçãos espirituais; desfrutando de Sua companhia diária e da segurança da vida eterna!

Existe um hino que diz “Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti, ainda que seja a dor que me una a Ti”.O Filho pródigo precisou experimentar a dor para se lembrar de seu pai! Se nós formos sábios correremos para os braços de nosso Pai Celestial antes que dores nos sobrevenham, porque: PERTO DE DEUS É A MELHOR FORMA DE VIVER!