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sábado, 22 de fevereiro de 2014

O que significa receber a Jesus?

"[...] Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, [...]
João 1:12

Já vimos que a Bíblia deixa claro que você e eu somos pecadores e que precisamos da salvação.
Isso significa que a solução de Deus para o pecado é Jesus.
Quando o carcereiro, um pecador angustiado, perguntou ao apóstolo Paulo como poderia ser salvo, recebeu a resposta: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo” (At. 16.30, 31).
Isso nos ensina que fora de Jesus não há salvação! (At. 4.12).
Precisamos receber a Jesus por pelo menos três motivos:
Deus trata com grande severidade o pecador que não se arrepende. (Mt. 25.41) .
Só o salvo tem entrada no céu. (Ap. 7.9, 13-14)
Só o salvo pode servir a Deus. (1 Ts. 1.9; Hb. 9.14)
Mas, talvez você se pergunte: O que significa, em detalhes, receber a Jesus?
As Escrituras não deixam dúvidas. Elas têm uma resposta pronta, simples e clara para o seu questionamento.
Receber a Jesus é o mesmo que ser salvo, e isso envolve vários aspectos que precisamos conhecer.
I - O PRIMEIRO ASPECTO É O ARREPENDIMENTO.
No dia de Pentecostes, após o sermão de Pedro, as pessoas que ali se encontravam perguntaram: “Que faremos irmãos?” (At. 2.37). E Pedro respondeu: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo...” (At. 2.38).
João Batista veio pregando: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt. 3.2).
Jesus pregou: “O tempo está cumprido e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos, e crede no evangelho” (Mc. 1.15).
Arrependimento é uma mudança de pensamento e de atitude em relação a Deus e à Sua Palavra. Uma profunda tristeza pelos pecados cometidos; uma mudança de direção do caminho do pecado para o Caminho que é Jesus (Jo. 14.6)
Arrepender-se dos seus pecados é a primeira coisa que você precisa fazer para ser salvo.
FÉ TAMBÉM É UMA CONDIÇÃO PARA A SALVAÇÃO.
Para ser salvo você precisa crer em Jesus (At. 16.31).
Você crê em Jesus? Esta é a fé salvadora! É receber a Jesus Cristo, conforme Ele é apresentado nas Escrituras Sagradas (Jo. 1.12; 1 Jo. 5.10-12)
Não existe outro meio. Só Jesus salva. Você crê?
Em Hb. 11.1 está a definição bíblica de fé: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem”.
Fé é acreditar naquilo que a Bíblia diz; é apropriar-se das promessas de Deus; é concordar com o que Deus diz; é abandonar a confiança em si e lançar-se nas mãos de Deus (Hb. 11.6; 12.2)
Guarde sua fé! Ela é a maior herança que você recebe e pode deixar para outros, a partir do momento em que fala a outros sobre o evangelho do Reino de Deus.
A SALVAÇÃO ENVOLVE UM TERCEIRO ASPECTO QUE É A REGENERAÇÃO.
Ser “Regenerado” é ser “gerado de novo”, é “nascer de novo”; um nascimento espiritual (Jo. 3.3-6; 1 Pe. 1.3; 1 Jo. 3.9)
A regeneração vem com o arrependimento e a fé. É um ato soberano de Deus. Deus é quem nos faz nascer espiritualmente quando cremos em Jesus e o recebemos em nosso coração (Tg. 1.18).
Há uma grande transformação quando você se arrepende de seus pecados e abre o coração para Jesus, recebendo-o como seu Salvador.
Você não é reformado. Você nasce de novo, ou seja, recebe uma nova vida. (2. Co. 5.17)
De inimigo de Deus (Rm. 5.10) e servo do pecado (Rm. 6.17), você se torna um membro da família divina, é adotado como filho de Deus (Jo. 1.12).
Você é a prova de que milagres ainda existem. Você é um milagre!
O QUARTO ASPECTO DA SALVAÇÃO É A JUSTIFICAÇÃO.
Assim como a regeneração, a justificação é um ato soberano de Deus.
Justificação é o ato de Deus nos declarar livres de culpa pelo fato de, pela fé, termos recebido Jesus como nosso Salvador. (Rm. 5.1).
A justificação envolve o perdão de pecados, a remoção da nossa culpa e das consequências eternas (At. 13.38-39).
Para a pergunta de Jó: “...como pode o homem ser justo para com Deus?” (Jó. 9.2) Paulo teria respondido: “Jó, a justificação vem pela fé” (Rm. 1.17)
Ao ser justificado por Deus você é livre da culpa, recebe paz no coração e ganha o direito e a garantia da glória futura (Rm. 8. 1,33-34; 5.1; Ef. 2.14-17; Rm. 8.30; Tt. 3.7)
E O QUINTO ASPECTO DA SALVAÇÃO É A SANTIFICAÇÃO.
Santificação significa “tornar-se santo”, “separado”.
É a separação de algo ou alguém por Deus para o Seu uso. Significa sermos separados do mundo para pertencer a Deus, ter comunhão com ele e servi-lo com alegria.
Enquanto justificação é o que Deus faz POR você, santificação é o que Deus faz EM você.
A santificação é um processo que começa em nossa vida a partir do momento que recebemos a Jesus como nosso salvador. E, por isso, precisa ser desenvolvida dia a dia, por meio:
Da fé na obra redentora de Cristo (At. 26.18; 1 Co. 1.30);
Da leitura, crença e obediência à Palavra de Deus (Jo. 17.17; Sl. 119.11);
Da renúncia ao pecado (Rm. 6.18-19);
Da entrega da própria vida a Deus (Rm. 12.1-2; Sl. 37.5).

Ao nascer de novo você é uma nova criatura, Jesus habita e controla a sua vida. Você passa a estar cheio de coisas novas.
Os sinais de sua nova vida são:
Um novo amor (Mt. 22.37-39); uma nova visão e compreensão espiritual (1Co. 2.14; 2Co. 4.6; Ef. 1.18); uma nova atitude para com o pecado (Rm. 6.1-2, 23) e uma nova disposição para obedecer a Deus (1Jo. 2.6).
Mas, para desfrutar plenamente desta nova vida com seus sinais é preciso que você permaneça olhando para Jesus, pois Ele é o autor e consumador da fé (Hb. 12.2), e porque “o diabo, nosso adversário, anda ao derredor, rugindo como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pe. 5.8).
Por isso, se você já recebeu a Jesus em sua vida, não tire seus olhos dele. Permaneça firme!
Mas, se você ainda não recebeu a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida, não deixe para amanhã. Entregue -se a Cristo hoje mesmo e receba a nova vida, justificada e regenerada, que só Ele pode te dar.


Estudo baseado na Revista Começando a vida cristã. Ed. Cristã Evagélica. Lição 2. 2007.


segunda-feira, 18 de março de 2013

E perdoa-nos as nossas dívidas...


“E perdoa-nos as nossas dívidas...”
Mt. 6.12-13

Chegamos à segunda divisão das petições do Pai Nosso, que dizem respeito às nossas necessidades espirituais; perdão e livramento do pecado.
 “E PERDOA-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS...”
A Bíblia que só há uma lavagem da pessoa inteira; e essa ocorre por ocasião da justificação (Jo. 13.10). Porém, mesmo depois de justificados por Jesus, enquanto caminhamos por esse mundo, ficamos sujos e manchados pelo pecado.
Isso acontece com todo cristão. Por isso, embora saibamos que fomos perdoados, continuamos precisando de perdão para os nossos pecados e fracassos diários.
Isso é declarado em I João 1, onde lemos que o crente, embora ande na vida de fé, ainda assim pode incorrer em pecado.
João nos orienta a confessar os nossos pecados dizendo: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. I Jo. 1.9
O apóstolo João não estava falando com incrédulos. Sua carta destinava-se a pessoas crentes, assim como Jesus na oração do Pai Nosso.

Quem é a pessoa que pode orar  “...perdoa-nos as nossas dívidas assim como nós temos perdoado aos nossos devedores...”?
É aquela que já recebeu o direito de exclamar: “Pai Nosso!” E a única pessoa que tem o direito de dizer: “Pai Nosso”, é aquela que se encontra em Cristo Jesus. Por assim dizer, essa é uma “Oração dos Filhos”.
Essa oração se destina exclusivamente àqueles que já foram feitos filhos de Deus mediante a fé no Senhor Jesus Cristo.
Temos aqui a relação entre um filho de Deus e seu Pai celeste, e, no instante em que percebemos que ofendemos, ou entristecemos ou pecamos contra o nosso Pai, devemos confessar o erro e pedir-lhe perdão; temos a certeza de que somos perdoados.
A Bíblia diz também em I Jo. 1.10 que: “Se dissermos que não temos cometido pecado fazemo-lo mentiroso e a sua palavra não está em nós”.
A pessoa que não reconhece quão pecador é o seu próprio coração, mas se preocupa meramente com suas próprias teorias, é uma pessoa que jamais se examinou verdadeiramente. Pois, quanto mais uma pessoa tiver sido santificada, tanto maior será o seu senso de pecado, e sua consciência de pecado no íntimo.

Através dessa petição, nosso Senhor estava interessado em relembrar-nos a necessidade do perdão e assegurar-nos quanto à certeza desse perdão.
Ele estava preocupado com a relação entre Ele, como Pai e nós, como filhos.
O que temos aqui é aquilo que encontramos tão claramente ensinado em Mateus 18, na parábola do Credor Incompassivo, que não se dispunha a perdoar um seu conservo, embora ele mesmo tivesse sido perdoado pelo seu senhor.
Essas palavras de Jesus ensinam que a prova que você e que fomos perdoados é que perdoamos aos outros.
Se pensarmos que os nossos pecados são perdoados por Deus, mas nos recusarmos a perdoar aos nossos semelhantes, estaremos praticando um grave erro; e isso será prova de que jamais fomos perdoados.
A pessoa que sabe que foi perdoada em virtude do sangue vertido por Cristo, e nada mais, é a aquela que sente a compulsão de perdoar a outros.
Se realmente conhecemos a Cristo como nosso Salvador, então nossos corações serão quebrantados e não poderão mostra-se duros, e nós não poderemos recusar o perdão a quem nos tiver ofendido.
Não podemos reter o perdão. Isso era o que o Nosso Senhor estava nos dizendo aqui.
Ore a Deus e diga: “Perdoa-me, ó Deus, assim como tenho perdoado a outros, por causa daquilo que tens feito por mim. Perdoa-me como eu os tenho perdoado, por causa daquilo que a cruz de Jesus Cristo tem realizado em meu coração”.

Essa petição está repleta da graça de Deus. Vemos como ela é importante por meio do fato que nosso Senhor chegou mesmo a repeti-la.
Havendo terminado a oração, Ele voltou ao tema e declarou nos versículos 14 e 15: “Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tão pouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”.
O verdadeiro perdão quebranta ao homem, e ele se sente movido a perdoar. Por isso não devemos repetir essa oração de forma mecânica.

Vejamos agora a última petição:
“E NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO; MAS LIVRA-NOS DO MAL”. MT. 6.13
Essa é a petição final e esse é o seu propósito.
Ao fazermos essa petição, estamos pedindo que nunca sejamos conduzidos a uma situação em que nos tornemos passíveis de ser tentados por Satanás.
Ou seja, que Ele não permita que sejamos vítimas fáceis das tentações nem que sejamos expostos a situações onde poderíamos cair em pecado.
Há situações que são muito perigosas para nós. Dessa forma, devemos vigiar e orar, nos mantendo sempre em guarda para não cairmos em tentação (Mt. 26.41). 

Vinculado a isso há um segundo aspecto dessa petição, que nos recomenda orar no sentido de sermos livres do mal.
Nesse caso, o “mal” inclui não somente a pessoa de Satanás, mas também todas as formas e variedades do mal.
Certamente, o Maligno está incluído na palavra “mal”, por isso, precisamos ser defendidos dele e de suas artimanhas.
Entretanto, em nossos próprios corações também se oculta a maldade e, assim sendo, precisamos ser livres desse mal interior, como também do mal que reside no mundo em geral. Ou seja, precisamos ser livres de todos esses aspectos do mal. Jr.17.9; Mt. 15.19;

Por qual motivo deveríamos pedir a Deus para sermos resguardados do mal? Pelo grande motivo que a nossa comunhão jamais venha a sofrer interrupção.
O nosso desejo supremo deve ser o de termos sempre uma correta relação com Deus, conhecendo-o e desfrutando de companheirismo e comunhão ininterruptos com Ele.
Esta é a razão pela qual devemos fazer essa oração, para que nada venha a interpor-se entre nós e o glorioso Pai celeste.

O que alguém poderia dizer, após uma oração magnífica como essa. Após ter lido tais palavras?
Deve haver uma espécie de ação de graças final, alguma forma de doxologia (expressão de louvor a Deus).
Quando consideramos nossas necessidades e também o quanto dependemos dele e as nossas relações com Ele, não podemos parar dizendo: “Livra-nos do mal”.
Precisamos terminar nossa oração conforme havíamos começado, isto é, louvando ao Senhor, e é isso que Jesus nos ensina ao dizer:
“Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém”.


Referência:
JONES, D. M. Lloyd.  Estudos no Sermão do Monte. SP: Ed. Fiel, 1984.