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domingo, 17 de agosto de 2014

Vencendo as tentações

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.
Mateus 26:41

Nosso propósito hoje é buscar entender, através da Bíblia, de onde vêm as tentações e qual o caminho para vencê-las.
No original grego, “tentação” significa teste, tentativa, prova; mas também tem a ideia de instigar, seduzir, induzir ao mal (latim).
A tentação, em si, não é pecado. Jesus foi tentado, e não pecou – Ele enfrentou a tentação citando as Escrituras. Ele dizia: “Está escrito...” Mt. 4.1-11
No entanto, se a tentação não for encarada de modo responsável, pode levar ao pecado. (Ex. passarinho voar sobre a cabeça)
É preciso compreender o que é a tentação, conhecer a sua origem e os meios para se livrar dela.
E é a Palavra de Deus que nos dá todas essas informações e orientações.

Vamos conhecer, primeiramente o que a Bíblia diz sobre:
AS FONTES DA TENTAÇÃO
Satanás (hebr. adversário, o que planeja o mal contra o outro) ou diabo (acusador; intrigante)
Mt. 4.1; 1 Crô. 21.1; Jo. 13.2; 1 Tes. 3.5 – Esses textos mostram que a ocupação do diabo é a tentação, e ele é ousado.
Ele tenta a todos. Chegou a tentar o próprio Senhor Jesus.
Alguns quando são tentados, pensam que já pecaram; outros tratam a tentação com indiferença e acabam caindo na armadilha do diabo. Lc. 22.31, 54-62; 1 Pe. 5.8
A carne
Quando o pecado entrou no mundo, o homem herdou uma natureza corrompida, que se opõe a Deus e está inclinada para o mal.
No Novo Testamento essa natureza é chamada de “carne”. É a tendência humana de satisfazer seus desejos de forma contrária à vontade de Deus. – Gl. 5.16-21
Quando uma pessoa se entrega a Cristo ela nasce de novo, e recebe uma nova natureza que entra em conflito com a velha (2 Co. 5.17; Gl. 5.17)
A vida cristã é uma batalha, não física, mas espiritual – Ef. 6.12. Mas em Cristo, nós somos vencedores. Gl. 5.24
O mundo
Aqui não se trata do mundo geograficamente, mas no seu sentido moral.
Deus não nos chama a fugir do mundo como um lugar, mas a evitar o mundanismo como um sistema de crença e fidelidade. 1 Jo. 2.15, Tg. 4.4
O mundo tenta nos seduzir, tentando levar-nos a nos envergonhar de ser crente, a pensar e a fazer o que todos pensam, e fazem, e acham que tudo é bom, tudo está certo e tudo é normal.
Qual o caminho para vencermos a tentação?

O CAMINHO PARA A VITÓRIA
 A vitória sobre as forças espirituais do mal vem quando estamos revestidos de “toda a armadura de Deus” Ef. 6.11-18
Vestidos com a armadura de Deus, a Bíblia nos diz para resistir “ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg. 4.7).
Porém, de nós mesmos não temos forças para vencer o diabo. A Bíblia ensina que a vitória sobre o mal foi conquistada por Jesus Cristo na cruz – Col. 2.15. É preciso pedir a Deus que “nos livre do mal” Mt. 6.13
Para vencer a carne a Bíblia nos instrui a não satisfazer os seus desejos, mas fazê-la morrer. – Gl. 5.16, 24; Col. 3.5
Esse é um processo doloroso, que deve ser impiedoso e decisivo. Ou seja, Se você tiver “compaixão” de certos pecados em sua vida, não conseguirá vencê-los.
Para vencer o mundo
1 Jo. 2.15
O amor envolve sentimento e comportamento. A dedicação é que vai mostrar quanto eu amo.
Se priorizo o tempo para  as coisas do mundo, é sinal que o amor ao mundo está sendo maior que o amor a Deus.
A solução não é sair do mundo, e sim rejeitar as suas influências.
Lembre-se: o mundo pode nos tentar, a carne pode nos tentar, o diabo pode nos tentar. Mas somos nós mesmos quem tomamos a decisão de pecar ou não pecar. E para isso contamos com a força de nosso Senhor Jesus, que na cruz já conquistou a vitória por nós.

Que Deus nos ajude. Amém.


Estudo baseado em Começando a vida cristã. Ed. Cristã Evangélica.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Ansiedade: mal "dos séculos"!

Temos visto que, no Sermão do Monte Jesus aborda as questões práticas da vida pessoal. Tudo quanto fazemos: nossa vida de oração, nossas tentativas de praticar o bem, nossa vida de jejum e devoções pessoais.
No entanto, como podemos observar a partir do versículo 25, não passamos a maior parte de nosso tempo nessas ocupações. Isso porque não nos afastamos do mundo.
Pelo contrário; nos mantemos atarefados, ocupados em negócios e outras atividades e temos uma multidão de problemas que fazem pressão sobre nós.
Acima de tudo, conforme o Senhor Jesus nos relembra no versículo 19, o grande problema com o qual nos defrontamos é o mundanismo que sempre se faz presente e constantemente nos assedia.
Jesus quis ir além do perigo de acumularmos tesouros sobre a terra, quis tratar da nossa preocupação com nós mesmos, mostrando-nos ansiosos a respeito desses tesouros.
Aqui, uma vez mais, somos relembrados acerca da terrível sutileza de Satanás. Para ele não é importante se alguém está acumulando tesouros ou preocupando-se com eles; tudo quanto lhe importa é que as nossas mentes concentrem-se sobre essas coisas, e não sobre Deus.
Ele assediará de todas as formas possíveis. Satanás é capaz de transformar-se em "anjo de luz" (II Coríntios 11.14).
Quão sutil foi a tentação a que Satanás sujeitou o Senhor no deserto: "Se és Filho de Deus... (Mateus 4:3; Dt. 8.3). Estamos sujeitos a ataques parecidos, mas, graças a Deus, nosso Senhor nos presenteou com instruções acerca disso. Tg. 4.7
Portanto, Jesus frisa o ponto que quer destacar, por três vezes, introduzindo a questão por meio de um "por isso", ou de um "portanto". v. 25, 31 e 34. 
A arte do ensino de Jesus é da repetição. O verdadeiro professor sempre reconhece que não basta dizer alguma coisa uma vez só, pois qualquer conceito precisa ser repetido.

DEVEMOS CONSIDERAR OS TERMOS QUE O SENHOR JESUS EMPREGOU: "NÃO ANDEIS ANSIOSOS" e "NÃO VOS INQUIETEIS".
Essas palavras equivalem a: "não vos preocupeis". Ex. Lucas 10.38-42. O Senhor Jesus voltou-se para Marta e a repreendeu, dizendo-lhe: "Marta! Marta! andas inquieta e te preocupas com muitas coisas". Marta se deixou "distrair"! Maria, no entanto, tinha um único propósito; um único alvo. Não se deixava distrair por muitas coisas.
O Senhor Jesus nos adverte, sobre o perigo de ser distraído, através da ansiedade acerca das coisas terrenas, de cuidados e preocupações com coisas desta vida (Jo. 6.27). De tanto olharmos para as coisas terrenas, acabamos nos esquecendo de Deus.

A EXPRESSÃO "NÃO ANDEIS ANSIOSOS" NÃO SIGNIFICA QUE NÃO DEVEMOS PENSAR E PLANEJAR SOBRE O FUTURO.
 Para ilustrar seu mandamento, Jesus utiliza-se do argumento das aves. Não é verdade que as aves têm apenas de ficar empoleiradas em alguma árvore ou poste, esperando até que o alimento lhes seja trazido. Pelo contrário! Elas buscam ativamente o seu alimento.  Há uma     intensa atividade entre as aves.
Jesus, aqui, exclui inteiramente a possibilidade de interpretarmos esse Seu ensino como se envolvesse uma espécie de espera passiva por Deus, sem que o homem não precisasse fazer nada.
Nosso Senhor jamais condenou os agricultores por ararem e gradearem a terra, semearem e colherem e, finalmente armazenarem a produção. Jesus jamais condenou tal atividade, pois foi ordem de Deus que o homem vivesse através do suor de seu rosto.
Dessa maneira, esses argumentos expressos na forma de ilustrações incluem também o caso dos lírios do campo - como eles extraem o seu sustento da terra onde estão plantados.
Como é evidente, não há aqui qualquer mandamento tendente ao ócio, mas nessas palavras encontramos uma advertência acerca da ansiedade.
Para a humanidade, parece mais natural que o indivíduo sinta-se ansioso, sobrecarregado e preocupado. Isso é um engano do mundo. Essas coisas tendem por dominar-nos, controlar-nos, e fazer-nos passar a vida inteira escravizados a elas. É isso que o Senhor Jesus está ensinando. E o apóstolo Paulo confirma em Fil.4.6-7.
Tendo dado a sua ordem, Jesus nos oferece uma razão geral para que a observemos: "não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes?" Isso inclui a vida e o corpo.
O que nosso Senhor quis dizer com isso? É como Ele houvesse dito: "Considerem essa sua vida, a respeito da qual vocês tendem por preocupar-se e ficar ansiosos. Como é que vocês obtiveram essa vida? De onde é que ela veio?" E a resposta, naturalmente, é que:

A VIDA É UM DOM DE DEUS! O HOMEM É INCAPAZ DE CRIÁ-LA!
Nenhum de nós jamais resolveu vir a este mundo. O próprio fato de estarmos vivos neste instante deve-se inteiramente a Deus que assim quis e assim decidiu.  Assim sendo: Se Deus nos deu o dom da vida - o maior de todos os dons, como podemos imaginar que agora, repentinamente, Ele haveria de negar a Si mesmo, deixando de cuidar para que nossa vida seja sustentada e capacitada a continuar? Mas, Ele tem a Sua própria maneira de fazer isso!
Naturalmente devemos trabalhar. Fazer as coisas que Deus determinou que o homem fizesse nesta vida e neste mundo. No entanto, o que Jesus diz é que não precisamos ficar ansiosos ou preocupados com a possibilidade de não ter o suficiente para dar continuidade à nossa vida.

DEUS QUE NOS DEU A DÁDIVA DA VIDA CUIDARÁ PARA QUE ESSA VIDA PROSSIGA. Rm.8.32
O Doador da vida cuidará para que nos sejam providenciados o sustento e tudo quanto for necessário para esta vida.
É exatamente isso que Deus faz com as aves. Elas têm de encontrar o seu próprio alimento, mas é Ele quem os providencia para elas, quem cuida para que esse suprimento não lhes falte.
O nosso corpo é uma dádiva de Deus, e, por conseguinte devemos ter certeza de que, de alguma maneira, Ele providenciará os meios através dos quais nossos corpos serão alimentados e vestidos.
A principal dificuldade é que nos esquecemos deste princípio vital: de que as coisas de que desfrutamos nesta vida são dádivas de Deus. Tg. 1.17
Não somos meros resultados de uma suposta evolução. Deus se interessa por nós de forma pessoal, porque Ele nos criou. Jamais teríamos vindo a este mundo se Deus não o quisesse. Essa deve ser nossa firme convicção.
Temos que agradecer a Deus todos os dias pela vida, pelo alimento, pelo abrigo que Ele deu a cada um de nós! Essas coisas são inteira e exclusivamente dádivas divinas.
Essa foi a atitude de todos os grandes heróis da fé, descritos em Hebreus 11. Eles não puderam compreender tudo quanto lhes sucedia, mas exclamavam "Deus sabe de tudo, e cuida de nós". Eles criam que Deus haveria de sustentá-los e guiá-los por toda a jornada nessa terra, até que o propósito divino para eles fosse cumprido e Ele os acolhesse em Sua habitação celestial onde haveriam de passar a eternidade em Sua gloriosa presença.

 "Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que as vestes?" Mt. 6.25
Que possamos nos submeter a esta ordem do Senhor e praticar os princípios fundamentais contidos nela. Ao procedermos assim, com certeza venceremos a ansiedade e as preocupações e, como filhos do Pai celestial, caminharemos em paz e serenidade, na direção do nosso lar eterno.
Que Deus nos ajude e nos abençoe neste propósito. Amém.

Referência:
JONES, D. M. Lloyd.  Estudos no Sermão do Monte. SP: Ed. Fiel, 1984.




segunda-feira, 25 de março de 2013

Não ajunteis tesouros na terra...


Conforme temos estudado no Sermão do Monte, não existe nada mais importante do que a relação entre o cristão e Deus, seu Pai celeste. De acordo com Jesus, o grande segredo da vida está em sempre nos vermos como filhos de nosso Pai celeste.
Se essa for a nossa atitude, seremos libertos das duas principais tentações que nos atacam nesta vida terrena.
Como já vimos nos v. 1-8, o Senhor coloca essas tentações da seguinte maneira:
A primeira é aquela sutil tentação que nos assedia com relação à nossa piedade pessoal.
Ele nos ensina que a única coisa que realmente importa, e com que devemos nos preocupar é que o Senhor está sempre olhando para nós.
Por isso, não devemos dar valor excessivo àquilo que as pessoas digam a nosso respeito, e nem estar focado em nós mesmos.

Agora chegamos ao versículo 19, onde nosso Senhor introduz o aspecto da questão da vida cristã neste mundo em relação a Deus como Pai. O que está em foco neste momento é:
I – O PROBLEMA QUE A BÍBLIA CHAMA DE “O MUNDO”. – v. 19.
Mas, o que as Escrituras querem dizer com a expressão “o mundo”?
Não está em evidência aqui o universo físico e nem o conjunto total dos seres humanos. O foco está na atitude, em uma mentalidade, uma maneira de encararmos a vida como um todo.
Jesus apresenta uma sequência: o crente prepara-se em secreto, ele ora e faz diversas outras coisas: jejua, ajuda ao próximo com esmolas e pratica outras boas obras, sem se deixar notar.
No entanto, ele igualmente precisa viver sua própria vida neste mundo. Onde ele está envolvido em uma luta de fé, e necessita de toda a armadura de Deus, porquanto, se dela não estiver revestido, será derrotado, "porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne" (Efésios 6: 12). Essa é uma batalha realmente feroz!
Essa tentação que pende para o mundanismo, geralmente assume duas formas principais:
Em primeiro lugar ela pode assumir a forma de um afeto positivo pelo mundo (o que vemos no v. 19 – I Jo. 2.15)
Em segundo, ela pode assumir a forma de ansiedade, de uma atitude de preocupada ansiedade com respeito ao mundo (o que veremos a partir do v. 25).
Jesus tratou dos dois aspectos do problema ainda em termos de nosso relacionamento com nosso Pai celeste.Por isso, temos que cuidar para não reduzir seus ensinos a um mero número de normas e regulamentos.

Ele começa tratando do aspecto negativo da questão. Ele diz:
II - NÃO AJUNTEIS TESOUROS NA TERRA - Mt. 6:19
O que Jesus quis dizer com isso?
Em primeiro lugar, devemos evitar interpretar essa declaração como se ela girasse somente em torno de dinheiro.  Pois Jesus disse: “não acumuleis tesouros”, e não, “dinheiro”.
Tesouro é uma palavra com significado bastante amplo, que inclui muita coisa, inclusive dinheiro.
O que está em pauta é a atitude inteira de uma pessoa para com a existência neste mundo.
Jesus falava aqui com pessoas que têm nesta vida, nas coisas que dizem respeito somente a este mundo, sua principal ou total satisfação. 
O nosso tesouro talvez não seja dinheiro. Pode ser marido, mulher ou filhos; pode ser um dom, uma casa, etc. Não importa o que ou quão pequeno seja, se representa tudo para você, então aquilo é o seu tesouro, aquela é a coisa para a qual está vivendo.
Não está em pauta somente o amor ao dinheiro, mas também o amor à honra pessoal, à posição social, aos cargos obtidos, o amor ao próprio trabalho, o amor a qualquer coisa que comece e termine aqui mesmo, nesta vida e neste mundo.
Essas são as coisas que nos devem deixar em estado de alerta para que não as transformemos em nossos tesouros. 

Vamos ver agora o lado positivo da exortação de Jesus:
III - "... MAS AJUNTAI PARA VÓS OUTROS TESOUROS NO CÉU...”
Jesus não está aqui ensinando a possibilidade de uma pessoa obter a salvação por suas próprias obras, pois se dirigia a pessoas que já tinham recebido a salvação pela fé nele.
Ele reforça aqui o ensino que encontramos também em outros textos bíblicos como I Tm. 6.17-19; Jo. 6.27
Mas como podemos colocar em prática esse ensinamento de Jesus? Primeiramente sendo possuidores de um ponto de vista correto.
Nunca podemos perder de vista que nesta vida somos meros peregrinos.
Estamos caminhando neste mundo debaixo dos olhos atentos do Senhor, aproximando-nos dele e na direção de nossa esperança eterna.
Esse é o grande princípio ensinado em Hb. 11, que mostra que aqueles homens heróis da fé tinham um único objetivo. (v. 27, 13, 10, 16)

Se partirmos desse princípio, começaremos a pensar em nós mesmos como mordomos que terão de prestar contas de todas essas coisas a Deus. Não somos proprietários permanentes dessas coisas.
Não importa se está em pauta o dinheiro, ou o intelecto, ou nossas próprias pessoas, ou nossa personalidade ou qualquer dom que porventura tenhamos.
Nosso pensamento deve estar na seguinte questão: “Como posso usar essas coisas para a glória de Deus?” Pois é a Ele que terei de prestar contas de minha mordomia, em todas as coisas com as quais ele tiver me abençoado.
Estou armando minha tenda, a cada dia que passa, um pouco mais perto do meu lar celestial? Sou um filho do Pai celeste, vivendo neste mundo para seu propósito e não para o meu.
Deus me deu esse grande privilégio de viver neste mundo, e se por acaso ele me proporcionou qualquer dom, tenho que me conscientizar de que, embora em certo sentido essas coisas sejam minhas, em última análise elas pertencem a Deus – Rm. 11.36

Sendo nós, pessoas que receberam esse grande privilégio de sermos mordomos que cuidam das coisas de Deus, pessoas que receberam a incumbência de guardar essas coisas, não podemos agarrar-nos a elas como se fossem exclusivamente nossas.
Elas não podem ocupar o centro da nossa vida.
Não podemos viver para concentrar nelas à nossa atenção, ocupando a mente com elas; elas não podem absorver todas as energias de nossa vida.
Pelo contrário, precisamos nos manter numa atitude de desapego de todas essas coisas. Não podemos deixar-nos governar por elas. Antes, precisamos gerenciá-las; e, agindo assim, estaremos constantemente garantindo e depositando seguramente, para nós mesmos, um "tesouro no céu". 

Referência:
JONES, D. M. Lloyd.  Estudos no Sermão do Monte. SP: Ed. Fiel, 1984.

segunda-feira, 18 de março de 2013

E perdoa-nos as nossas dívidas...


“E perdoa-nos as nossas dívidas...”
Mt. 6.12-13

Chegamos à segunda divisão das petições do Pai Nosso, que dizem respeito às nossas necessidades espirituais; perdão e livramento do pecado.
 “E PERDOA-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS...”
A Bíblia que só há uma lavagem da pessoa inteira; e essa ocorre por ocasião da justificação (Jo. 13.10). Porém, mesmo depois de justificados por Jesus, enquanto caminhamos por esse mundo, ficamos sujos e manchados pelo pecado.
Isso acontece com todo cristão. Por isso, embora saibamos que fomos perdoados, continuamos precisando de perdão para os nossos pecados e fracassos diários.
Isso é declarado em I João 1, onde lemos que o crente, embora ande na vida de fé, ainda assim pode incorrer em pecado.
João nos orienta a confessar os nossos pecados dizendo: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. I Jo. 1.9
O apóstolo João não estava falando com incrédulos. Sua carta destinava-se a pessoas crentes, assim como Jesus na oração do Pai Nosso.

Quem é a pessoa que pode orar  “...perdoa-nos as nossas dívidas assim como nós temos perdoado aos nossos devedores...”?
É aquela que já recebeu o direito de exclamar: “Pai Nosso!” E a única pessoa que tem o direito de dizer: “Pai Nosso”, é aquela que se encontra em Cristo Jesus. Por assim dizer, essa é uma “Oração dos Filhos”.
Essa oração se destina exclusivamente àqueles que já foram feitos filhos de Deus mediante a fé no Senhor Jesus Cristo.
Temos aqui a relação entre um filho de Deus e seu Pai celeste, e, no instante em que percebemos que ofendemos, ou entristecemos ou pecamos contra o nosso Pai, devemos confessar o erro e pedir-lhe perdão; temos a certeza de que somos perdoados.
A Bíblia diz também em I Jo. 1.10 que: “Se dissermos que não temos cometido pecado fazemo-lo mentiroso e a sua palavra não está em nós”.
A pessoa que não reconhece quão pecador é o seu próprio coração, mas se preocupa meramente com suas próprias teorias, é uma pessoa que jamais se examinou verdadeiramente. Pois, quanto mais uma pessoa tiver sido santificada, tanto maior será o seu senso de pecado, e sua consciência de pecado no íntimo.

Através dessa petição, nosso Senhor estava interessado em relembrar-nos a necessidade do perdão e assegurar-nos quanto à certeza desse perdão.
Ele estava preocupado com a relação entre Ele, como Pai e nós, como filhos.
O que temos aqui é aquilo que encontramos tão claramente ensinado em Mateus 18, na parábola do Credor Incompassivo, que não se dispunha a perdoar um seu conservo, embora ele mesmo tivesse sido perdoado pelo seu senhor.
Essas palavras de Jesus ensinam que a prova que você e que fomos perdoados é que perdoamos aos outros.
Se pensarmos que os nossos pecados são perdoados por Deus, mas nos recusarmos a perdoar aos nossos semelhantes, estaremos praticando um grave erro; e isso será prova de que jamais fomos perdoados.
A pessoa que sabe que foi perdoada em virtude do sangue vertido por Cristo, e nada mais, é a aquela que sente a compulsão de perdoar a outros.
Se realmente conhecemos a Cristo como nosso Salvador, então nossos corações serão quebrantados e não poderão mostra-se duros, e nós não poderemos recusar o perdão a quem nos tiver ofendido.
Não podemos reter o perdão. Isso era o que o Nosso Senhor estava nos dizendo aqui.
Ore a Deus e diga: “Perdoa-me, ó Deus, assim como tenho perdoado a outros, por causa daquilo que tens feito por mim. Perdoa-me como eu os tenho perdoado, por causa daquilo que a cruz de Jesus Cristo tem realizado em meu coração”.

Essa petição está repleta da graça de Deus. Vemos como ela é importante por meio do fato que nosso Senhor chegou mesmo a repeti-la.
Havendo terminado a oração, Ele voltou ao tema e declarou nos versículos 14 e 15: “Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tão pouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”.
O verdadeiro perdão quebranta ao homem, e ele se sente movido a perdoar. Por isso não devemos repetir essa oração de forma mecânica.

Vejamos agora a última petição:
“E NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO; MAS LIVRA-NOS DO MAL”. MT. 6.13
Essa é a petição final e esse é o seu propósito.
Ao fazermos essa petição, estamos pedindo que nunca sejamos conduzidos a uma situação em que nos tornemos passíveis de ser tentados por Satanás.
Ou seja, que Ele não permita que sejamos vítimas fáceis das tentações nem que sejamos expostos a situações onde poderíamos cair em pecado.
Há situações que são muito perigosas para nós. Dessa forma, devemos vigiar e orar, nos mantendo sempre em guarda para não cairmos em tentação (Mt. 26.41). 

Vinculado a isso há um segundo aspecto dessa petição, que nos recomenda orar no sentido de sermos livres do mal.
Nesse caso, o “mal” inclui não somente a pessoa de Satanás, mas também todas as formas e variedades do mal.
Certamente, o Maligno está incluído na palavra “mal”, por isso, precisamos ser defendidos dele e de suas artimanhas.
Entretanto, em nossos próprios corações também se oculta a maldade e, assim sendo, precisamos ser livres desse mal interior, como também do mal que reside no mundo em geral. Ou seja, precisamos ser livres de todos esses aspectos do mal. Jr.17.9; Mt. 15.19;

Por qual motivo deveríamos pedir a Deus para sermos resguardados do mal? Pelo grande motivo que a nossa comunhão jamais venha a sofrer interrupção.
O nosso desejo supremo deve ser o de termos sempre uma correta relação com Deus, conhecendo-o e desfrutando de companheirismo e comunhão ininterruptos com Ele.
Esta é a razão pela qual devemos fazer essa oração, para que nada venha a interpor-se entre nós e o glorioso Pai celeste.

O que alguém poderia dizer, após uma oração magnífica como essa. Após ter lido tais palavras?
Deve haver uma espécie de ação de graças final, alguma forma de doxologia (expressão de louvor a Deus).
Quando consideramos nossas necessidades e também o quanto dependemos dele e as nossas relações com Ele, não podemos parar dizendo: “Livra-nos do mal”.
Precisamos terminar nossa oração conforme havíamos começado, isto é, louvando ao Senhor, e é isso que Jesus nos ensina ao dizer:
“Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém”.


Referência:
JONES, D. M. Lloyd.  Estudos no Sermão do Monte. SP: Ed. Fiel, 1984.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Ele quer abrir os nossos olhos!


 “(...) eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos".
Lucas 22:32

No tempo que passamos com Deus experimentamos de forma pessoal, como ele nos aconselha. Jesus fala conosco aberta e confiadamente. Assim como aconteceu na conversa que teve com Pedro, ele quer abrir também os nossos olhos:

PARA OS ATAQUES DO INIMIGO (Lc. 22:31) – Pedro amava a Jesus e queria segui-lo de forma fiel e consequente. Nada irrita tanto a Satanás quanto um discípulo que se entrega completamente a Jesus Cristo e dá ouvidos à sua voz. Os ataques do inimigo acontecem das mais diversas formas. Quais são os exemplos bíblicos de ataques do inimigo que vêm à nossa mente neste momento?

Deus também quer abrir os nossos olhos PARA O AUXÍLIO QUE ELE NOS OFERECE – Sobre o Senhor podemos afirmar: Jesus é maior! Jesus é mais forte! Ele é quem comprovadamente nos ajuda. Pois “naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (Hb. 2.18).

Nosso Senhor amoroso está sempre pensando em nós e intercedendo por nós!
“Talvez alguém esteja doente – se recuperando de uma cirurgia, muito fraco e correndo risco de vida – e não consegue mais crer ou orar. Então deve se lembrar que o Senhor está ao lado de sua cama ao mesmo tempo em que está junto ao trono de Deus. Ele não permite que a sua fé se apague. Ou, talvez outro se sinta oprimido pelo poder do mal, que ataca o mundo todo, e não encontra mais ânimo para viver.  Então deve se lembrar que Cristo intercede por ele e, com sua santidade vence a pior desgraça”. (G. Voigt)

“Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus que morreu, ou antes, que ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós”; (Rm. 8.33 e 34)

Fonte: Com Deus

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Combatendo a tentação

que não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.

Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.
Hebreus 4:15-16
orque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.

Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.
Hebreus 4:15-16
orque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.

Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.
Hebreus 4:15-16
orque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.

Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.
Hebreus 4:15-16
Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.

Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.
Hebreus 4:15-16
 
Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.

Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.
Hebreus 4:15-16

O fato de sermos pessoas suscetíveis ao pecado e tentadas por Satanás, faz parte do caráter do ser humano desde o primeiro ato de desobediência a Deus. O pecado não é simplesmente um fator externo que nos atinge. Ele habita em nós. Mas, a partir do momento em que Jesus faz morada em nós, ele “arruma a casa” e aguça o nosso olhar para seus esconderijos e tentações, que querem novamente dominar-nos. Como podemos combater a tentação do inimigo?  
“Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça”
Desde que Jesus expiou os nossos pecados na cruz, o trono de Deus tornou-se para nós o trono da graça. Jesus, nosso sumo-sacerdote, está à direita de Deus, e espera que nos deixemos ajudar por ele ao sermos tentados. 

Há algum tempo vivia na cidade de Nova Iorque uma imigrante alemã, que por meio de muitos sofrimentos, tinha chegado a Jesus. Ela ganhava seu sustento trabalhando como lavadeira. Seu nome era Sofie, e vivia dia a dia com o Senhor. Quando o inimigo batia à porta para tentá-la, ela dizia: “Senhor Jesus, atenda à porta. O velho patife está lá e tu sabes melhor como ele deve ser tratado.” Sofie aplicou de forma bem prática em sua vida o versículo de Hebreus 4.16. Ela havia compreendido que não somos nós que lutamos com o tentador, mas que devemos pedir que Jesus o enfrente. 

Assim que reconhecemos a tentação, não precisamos concentrar-nos nela ou no inimigo. Podemos voltar-nos para Jesus e pedir que ele nos salve. Podemos fazê-lo confiadamente, com alegria, com certeza e com confiança infantil.

Fonte: Com Deus