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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sal e Luz – Metáforas da influência cristã


"Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens.
Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. 

 Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus".
Mateus 5:13-16

No Sermão do Monte Jesus nos mostra quais são as qualidades que descrevem o caráter do cristão, quando fala sobre as bem-aventuranças. Em seguida, Ele enfatiza através destes versículos citados acima, a necessidade de seus discípulos exercerem influência positiva no mundo, por meio dessas qualidades (humildade, misericórdia, justiça, pureza de coração...)!
Para definir a natureza dessa influência Jesus usa duas figuras comuns e indispensáveis em um lar: o sal e a luz.

ELE DIZ: “VOCÊS SÃO O SAL DA TERRA” (Mt. 5.13)
De que forma você que já recebeu Jesus em seu coração, pode dar um novo sabor ao ambiente em que vive? Estimulando novos padrões de comportamento (ex. respeito, cooperação, perdão...).
Se você pensar na figura do sal verá que ele tem, pelo menos, três funções fundamentais:
Ele é o tempero que dá sabor à comida.
Assim como o sal, nossa vida deve despertar o desejo de outras pessoas de experimentar Jesus!
Ele é preservador, ou seja, evita a deterioração.
Alguns aspectos de conduta vistos diariamente mostram a degeneração moral das sociedades. Mas, o comportamento do cristão deve ser um inibidor do progresso do mal. Ele não deve se isolar, mas sim participar ativamente na sociedade. Assim como o sal deve estar em contato com o alimento para preservá-lo.
O sal também é relacionado à pureza. – Tg. 1.27
Existem muitos comportamentos sociais que demonstram o rebaixamento dos padrões de pureza hoje. John Stott diz que: “Às vezes, os padrões de uma comunidade afrouxam-se por falta de um explícito protesto cristão”.
Mas, a eficácia do sal é condicional.
O sal puro não se deteriora, mas pode ser adulterado. E se for, perde suas propriedades e se torna inútil. Para continuar sendo útil o sal tem que conservar a sua salinidade.
A salinidade (pureza) do discípulo de Jesus vem do seu caráter descrito nas oito bem-aventuranças. O problema surge quando ele se deixa contaminar pelas impurezas do mundo, perdendo sua capacidade de influenciar!
Se o sal perde sua eficácia ele não a recupera mais; torna-se inútil e é condenado á destruição. Assim também o cristão que se deixa contaminar e não influencia positivamente cai em descrédito e leva a Palavra de Deus à desonra.
Como o cristão pode ajudar para que esta situação mude? Sendo ele um exemplo de pureza e mais corajoso na condenação do mal.

A segunda figura que Jesus utiliza para enfatizar a conduta que ele espera de seus discípulos é a da luz.

ELE AFIRMA: “VOCÊS SÃO A LUZ DO MUNDO” (Mt. 5.14-16)
A luz deve ser vista. Jesus convida seus seguidores a ser aquilo que Ele mesmo é – Jo. 8.12
Aqueles que permanecem em Cristo, a Luz, são também luz. E a luz de Cristo brilhando neles aparece em cada rosto, nas palavras, nas ações e ilumina o mundo ao redor!
Não pode haver discípulos secretos! Brilhar é inevitável à luz. Nossa fé deve ser vista, antes de tudo, na maneira como tratamos nosso próximo.

A luz, assim como o sal, tem uma série de funções:

Ela, obviamente, dissipa as trevas – Fl. 2.15
O pecado (a escuridão) fica exposto e é expulso diante da luz. Ef. 5.13
A luz também avisa do perigoJo. 11-9-10
Se alguém anda no escuro não consegue enxergar os perigos do caminho, mas quando se aproxima da luz, consegue ver e desviar-se deles. Podemos ser a luz que ajuda outros a enxergarem os perigos de uma vida sem Jesus. Pelo nosso testemunho brilhante dirigimos muitos no caminho certo.  Sl. 119:105
Jesus esclarece que as boas obras são essa luz. Essa expressão abrange tudo o que fazemos, dizemos, como demonstramos nossa fé cristã, nosso testemunho diário.Elas não devem chamar a atenção para nós, mas para Deus. Mt. 5.16

O Sermão do Monte foi elaborado na pressuposição de que os cristãos são, por natureza, diferentes, e convoca-os a serem diferentes na prática, a não se conformarmos a este sistema sem Deus.
O objetivo de Deus para mim e para você é que, como sal, possamos interromper ou pelo menos retardar o processo de corrupção moral e espiritual da nossa sociedade, e que, como luz, ajudemos a desfazer as trevas, apontando o caminho da salvação a outras pessoas.
O que você está fazendo para retardar o processo de declínio nos valores e padrões de honestidade, moralidade, antes que sejam totalmente corrompidos? Como você tem demonstrado que é diferente no seu local de trabalho ou onde estuda?

 Baseado em: Sermão do Monte (um ensino desafiador). Ed. Cristã Evangélica


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Jesus é o melhor professor que já existiu!


Vendo as multidões, Jesus subiu ao monte e se assentou. Seus discípulos aproximaram-se dele, e ele começou a ensiná-los, dizendo: 
Mateus 5:1-2

O Sermão do Monte (Mt. 5- 7) é o mais conhecido discurso de toda a literatura mundial, porém o menos obedecido! Ele é a chave que abre a porta do conhecimento do que Jesus quer que o cristão seja e faça, pois contém os mais altos padrões, os maiores valores e as prioridades do cristianismo.

Jesus pregou esse Sermão logo no início do seu ministério. Ele começou pregando o arrependimento e depois, para enfatizar a diferença que esse arrependimento traz, Ele ensinou as qualidades fundamentais do caráter do cristão, que o diferencia totalmente das pessoas ao seu redor. (Mt. 6.8).

Ao falar das bem-aventuranças, Jesus deixa claro que o cristão deve ter um caráter e uma conduta diferentes não só do mundo, mas, também do cristão nominal, do religioso.

Porém, ao estudar esse Sermão é preciso ir além dele, para chegarmos à pessoa do seu pregador, o Mestre por excelência: Jesus! Pois, o valor e a autoridade desse sermão estão no próprio Mestre. Ele é mais importante que o Seu próprio ensino.

Assim, é necessário entender primeiramente quem era Jesus? Quem estava assentado ali, diante dos discípulos e da multidão?

Era um homem ainda jovem de 30 anos de idade , que havia nascido em Belém da Judeia, mas que viveu na insignificante cidade de Nazaré, na Galileia, onde foi carpinteiro. Não há registros de que tenha frequentado a escola.  Era uma pessoa simples e comum! No entanto, quando esse homem simples se assentou e começou a ensinar, causou o maior impacto nos seus ouvintes. Ficaram perplexos diante do conteúdo apresentado por ele, da qualidade do seu ensino e da sua maneira de instruir!

Mas, o que havia de tão especial nesse Homem?  O seu caráter!

Seu caráter era íntegro. Íntegro, de acordo com o dicionário é algo completo; perfeito; reto; inatacável.[1] Ele foi 100% aquilo que ensinou. Ele viveu o Sermão do Monte!

Só para citar alguns exemplos: 
  • Ele desafiou seus discípulos a ser luz e ele próprio foi a luz – Mt.5.14/Jo. 8.12. 
  • Ordenou que seus discípulos orassem pelos inimigos e também orou pelos seus, no pior momento de sua vida  Mt. 5.44/Lc. 23.34. 
  • Ensinou seus discípulos a falar a verdade e ele foi a encarnação dela! – Mt. 5.37/Jo. 14.6
A integridade de seu caráter lhe dava absoluta autoridade para ensinar!

A obediência ao Pai também era um traço do seu caráter. Ele veio ao mundo para obedecer, para cumprir a missão que Deus Pai lhe havia dado. Jo. 4.34
O objetivo supremo de sua vida era fazer a vontade do Pai. Ele nunca teimou em fazer a sua própria vontade, mesmo quando parecia totalmente justificável. Mt. 26.42

Além de seu caráter, havia algo que também fazia o ensino de Jesus ser tão peculiar: sua pedagogia!
Jesus, mais do que qualquer outro, conhecia os princípios que devem nortear o ensino:[2]

Ele tinha o conhecimento da matéria: “O professor deve conhecer muito bem o assunto que está sendo ensinado”.
§  Jesus conhecia o mundo – pois foi criado por ele – Jo. 1.3
§  Jesus conhecia o homem, também criado por ele - Jo. 2.25
§  Jesus conhecia toda a verdade, pois era a própria verdade - Jo.14.6
§  Jesus conhecia as Escrituras – Lc. 24.27

Ele conhecia seus ouvintes: “O professor precisa conhecer seus alunos”.
Ele conhecia o íntimo de seus ouvintes. Captava o pensamento das pessoas. Lc. 5.22
Mas não somente conhecia, Jesus se importava com as pessoas mais do que com coisas, mais do que consigo mesmo. 

Ele conhecia os métodos de ensino: “O ensino deve partir do conhecido para o desconhecido, do próximo para o remoto, do concreto para o abstrato”. “O professor deve variar seus métodos de aula”.
Jesus, o Mestre por excelência, mostrou profundo conhecimento metodológico e o aplicou com eficiência!
§  Começou com coisas simples até chegar às complexas. Ex. pássaros, lírios, construção de casas – Mt. 6.26-28; 7.24-26
§  Partiu do conhecido para o desconhecido. Ex. sal, luz, traça, ferrugem, ladrão – Mt. 5.13-14; 6.19; 7.3
§  Utilizou-se de perguntas – Mt. 5.13; 46; 7.16
§  Contou histórias – Mt. 7.24-27

O Sermão do Monte é, sem dúvida, relevante para o mundo moderno e os seus padrões foram estabelecidos para serem cumpridos pelos cidadãos do Reino, aqueles que receberam Jesus e, por isso, fazem parte da família de Deus. Mas devemos estudá-lo e colocar em prática os seus ensinamentos, acima de tudo, pela pessoa do Mestre!

Que o Mestre bendito te instrua e oriente durante toda esta semana!


Baseado em:  NT. Sermão do Monte (um ensino desafiador). Ed. Cristã Evangélica. 2005.



sábado, 30 de abril de 2011

Um milagre!


 Olá, querido(a) leitor(a) do Sempre com Deus! A partir de hoje faremos uma série de reflexões sobre Como o Espírito Santo Molda nosso Caráter. Achei interessante pensarmos sobre este assunto, pois creio que você, assim como eu deseja ser transformado em uma pessoa melhor; em alguém mais parecido com Jesus.  Venha comigo e deixe-se moldar pelo doce Espírito de Deus!

E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.(...E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites? Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste.
Gn. 1:27; 2:7 Sl. 8;3-5

Quando Deus criou o ser humano, este parecia um ser sem vida. Estava tudo pronto – um belo formato, mas este “monte de barro” era incapaz de viver.  Somente a aproximação pessoal do Criador e Seu sopro de vida deu vida ao ser humano. 

O homem é e sempre será a maravilhosa criação de Deus! Essa característica ele nunca perdeu, porém, perdeu o relacionamento pessoal com Deus. Sabemos como chegou a este ponto ao lermos a história em Gênesis 3. A consequência mais terrível deste acontecimento é que, a partir de então, a desconfiança de Deus escreve a história da humanidade. Por isso, o apóstolo Paulo diz: “Pois a criação está sujeita à vaidade...” e, a respeito do ser humano diz: “Todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nenhum sequer” (Romanos 8:20a; 2:11-23).
Desde a queda, ninguém está apto para o céu – a não ser que o Criador faça uma “operação” em seu coração como descreve Ezequiel 36:26 e 27.

Quando o coração de pedra é substituído pelo coração de carne, que pulsa pela eternidade, não apenas nos sentimos, mas somos novas criaturas. É um milagre especial da criação, quando o velho homem é transformado em alguém completamente novo. O velho ainda vive e tenta arrastar-nos. Mas a nova vida em Deus é maior e mais forte. Pois Deus habita em nós por meio do Espírito Santo. Ele quer moldar nosso caráter para que a nossa vida seja cada vez mais como um espelho, que reflete a glória de Deus (II Coríntios 3:18). 

Fonte: Com Deus

Será que está transformação é visível no meu dia-a-dia? (II Timóteo 1:7-9)