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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Seus olhos são bons ou maus?



 Os olhos são como uma luz para o corpo: quando os olhos de vocês são bons, todo o seu corpo fica cheio de luz. Porém, se os seus olhos forem maus, o seu corpo ficará cheio de escuridão. Assim, se a luz que está em você virar escuridão, como será terrível essa escuridão!
Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro.
 Mt. 6.22-24


Após falar a respeito da diferença entre os dois tesouros, da terra e do céu, Jesus fala da nossa visão.
Nossa visão, conforme Jesus, é a capacidade de discernir o que é de valor e eterno do que não tem valor e é passageiro. Ela determinará a direção e a qualidade de toda a nossa vida.
Essa descrição da função dos olhos foi uma ilustração que Jesus usou para indicar a maneira pela qual encaramos as coisas. E, de acordo com Jesus, há somente duas maneiras para olharmos para tudo quanto existe neste mundo, uma boa e uma má.

SE OS TEUS OLHOS FOREM BONS, TODO O TEU CORPO TERÁ LUZ [...]; (Mt. 6.22)
Jesus começa falando de olhos bons. Os olhos do indivíduo espiritual, que enxerga as coisas conforme elas realmente são, sem qualquer visão dupla. Esses olhos são claros e veem as coisas com normalidade.
Podemos comparar aqui uma pessoa cega com uma que enxerga. Quem tem visão dará ao seu corpo boa direção.
A boa visão conduzirá sua vida no bom caminho. Você não tropeçará, a caminhada será mais rápida, segura e com objetivo. Jo. 11.9

SE, PORÉM, OS TEUS OLHOS FOREM MAUS, O TEU CORPO SERÁ TENEBROSO. (Mt. 6.23)
Jesus também fala de outros olhos, que denominou olhos maus, os quais têm uma espécie de dupla visão; são olhos embaçados. Nessa visão há pontos nebulosos e opacos, e quem é dotado desse tipo de olhos não consegue distinguir bem as coisas.
Esses são os olhos maus porque são cheios de cobiças e ambições desenfreadas.
A pessoa que não consegue perceber a diferença entre os dois tesouros, porque a visão não é boa, terá uma vida mal direcionada e não alcançará o verdadeiro tesouro. João 12.35
Em que você está fixando os olhos?
É preciso olhar a vida com os olhos de Deus para enxergar seu verdadeiro valor!

SE, PORTANTO, A LUZ QUE EM TI HÁ SÃO TREVAS, QUÃO GRANDES SERÃO TAIS TREVAS! (Mt. 6.23)
A pessoa que pensa que é piedosa somente porque fala a respeito de Deus, porque afirma acreditar em Deus, que frequenta algum lugar de adoração ocasionalmente, mas que, na realidade, está vivendo para determinadas coisas terrenas – quão densas são as trevas em que essa pessoa está vivendo!
Ainda tratando sobre o mesmo assunto, Jesus passa agora a usar outra ilustração:

OS DOIS SENHORES: DEUS X RIQUEZAS (Mt. 6.24)
O cristão está em busca do tesouro do céu, com seus olhos firmes nele, e por isso não pode servir a dois senhores ao mesmo tempo. Jesus não permite duplicidade. É um “SENHOR” ou o outro.
Por trás dessa palavra, “SENHOR”, está a figura de escravo e dono de escravo. "Pode-se trabalhar para dois empregadores, mas nenhum escravo pode ser propriedade de dois senhores. Ter um só dono e prestar serviço de tempo integral é da essência da escravidão" (McNeile).
"O acúmulo de riquezas é uma ocupação tão absorvente que, mais cedo ou mais tarde, o dinheiro escraviza as suas vítimas e as leva a desprezarem a Deus" (R.V.G. Tasker). Pv. 11.28
Jesus não proíbe o cristão de ser rico, mas sim de entregar seu coração à riqueza, pois seu coração já pertence a Deus!  Sendo assim o cristão deve estar em tempo integral a serviço de Jesus Cristo, o Senhor.

A quem você está servindo? Essa é a pergunta que se impõe, pois você terá de estar servindo a Deus ou às riquezas.
O mero fato de que acreditamos em Deus e que o chamamos de “Senhor, Senhor”, não serve de prova conclusiva de que o estamos servindo, e sim nossa entrega total e alegre a Ele.
Ore ao Senhor como Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno”. 
Salmos 139.23-24

Que Deus nos ajude a mantermos ou olhos fixos Nele e o coração totalmente entregue a Ele. Amém.

Referência:
JONES, D. M. Lloyd.  Estudos no Sermão do Monte. SP: Ed. Fiel, 1984.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sal e Luz – Metáforas da influência cristã


"Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens.
Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. 

 Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus".
Mateus 5:13-16

No Sermão do Monte Jesus nos mostra quais são as qualidades que descrevem o caráter do cristão, quando fala sobre as bem-aventuranças. Em seguida, Ele enfatiza através destes versículos citados acima, a necessidade de seus discípulos exercerem influência positiva no mundo, por meio dessas qualidades (humildade, misericórdia, justiça, pureza de coração...)!
Para definir a natureza dessa influência Jesus usa duas figuras comuns e indispensáveis em um lar: o sal e a luz.

ELE DIZ: “VOCÊS SÃO O SAL DA TERRA” (Mt. 5.13)
De que forma você que já recebeu Jesus em seu coração, pode dar um novo sabor ao ambiente em que vive? Estimulando novos padrões de comportamento (ex. respeito, cooperação, perdão...).
Se você pensar na figura do sal verá que ele tem, pelo menos, três funções fundamentais:
Ele é o tempero que dá sabor à comida.
Assim como o sal, nossa vida deve despertar o desejo de outras pessoas de experimentar Jesus!
Ele é preservador, ou seja, evita a deterioração.
Alguns aspectos de conduta vistos diariamente mostram a degeneração moral das sociedades. Mas, o comportamento do cristão deve ser um inibidor do progresso do mal. Ele não deve se isolar, mas sim participar ativamente na sociedade. Assim como o sal deve estar em contato com o alimento para preservá-lo.
O sal também é relacionado à pureza. – Tg. 1.27
Existem muitos comportamentos sociais que demonstram o rebaixamento dos padrões de pureza hoje. John Stott diz que: “Às vezes, os padrões de uma comunidade afrouxam-se por falta de um explícito protesto cristão”.
Mas, a eficácia do sal é condicional.
O sal puro não se deteriora, mas pode ser adulterado. E se for, perde suas propriedades e se torna inútil. Para continuar sendo útil o sal tem que conservar a sua salinidade.
A salinidade (pureza) do discípulo de Jesus vem do seu caráter descrito nas oito bem-aventuranças. O problema surge quando ele se deixa contaminar pelas impurezas do mundo, perdendo sua capacidade de influenciar!
Se o sal perde sua eficácia ele não a recupera mais; torna-se inútil e é condenado á destruição. Assim também o cristão que se deixa contaminar e não influencia positivamente cai em descrédito e leva a Palavra de Deus à desonra.
Como o cristão pode ajudar para que esta situação mude? Sendo ele um exemplo de pureza e mais corajoso na condenação do mal.

A segunda figura que Jesus utiliza para enfatizar a conduta que ele espera de seus discípulos é a da luz.

ELE AFIRMA: “VOCÊS SÃO A LUZ DO MUNDO” (Mt. 5.14-16)
A luz deve ser vista. Jesus convida seus seguidores a ser aquilo que Ele mesmo é – Jo. 8.12
Aqueles que permanecem em Cristo, a Luz, são também luz. E a luz de Cristo brilhando neles aparece em cada rosto, nas palavras, nas ações e ilumina o mundo ao redor!
Não pode haver discípulos secretos! Brilhar é inevitável à luz. Nossa fé deve ser vista, antes de tudo, na maneira como tratamos nosso próximo.

A luz, assim como o sal, tem uma série de funções:

Ela, obviamente, dissipa as trevas – Fl. 2.15
O pecado (a escuridão) fica exposto e é expulso diante da luz. Ef. 5.13
A luz também avisa do perigo – Jo. 11-9-10
Se alguém anda no escuro não consegue enxergar os perigos do caminho, mas quando se aproxima da luz, consegue ver e desviar-se deles. Podemos ser a luz que ajuda outros a enxergarem os perigos de uma vida sem Jesus. Pelo nosso testemunho brilhante dirigimos muitos no caminho certo.  Sl. 119:105
Jesus esclarece que as boas obras são essa luz. Essa expressão abrange tudo o que fazemos, dizemos, como demonstramos nossa fé cristã, nosso testemunho diário.Elas não devem chamar a atenção para nós, mas para Deus. Mt. 5.16

O Sermão do Monte foi elaborado na pressuposição de que os cristãos são, por natureza, diferentes, e convoca-os a serem diferentes na prática, a não se conformarmos a este sistema sem Deus.
O objetivo de Deus para mim e para você é que, como sal, possamos interromper ou pelo menos retardar o processo de corrupção moral e espiritual da nossa sociedade, e que, como luz, ajudemos a desfazer as trevas, apontando o caminho da salvação a outras pessoas.
O que você está fazendo para retardar o processo de declínio nos valores e padrões de honestidade, moralidade, antes que sejam totalmente corrompidos? Como você tem demonstrado que é diferente no seu local de trabalho ou onde estuda?

 Baseado em: Sermão do Monte (um ensino desafiador). Ed. Cristã Evangélica


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Eu posso ou eu devo?


Ele lhes disse: "Quem traz uma candeia para ser colocada debaixo de uma vasilha ou de uma cama? Acaso não a coloca num lugar apropriado? Porque não há nada oculto, senão para ser revelado, e nada escondido senão para ser trazido à luz.
Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça!”
Marcos 4:21-23

Se a parábola do semeador trata da forma como recebemos a palavra de Deus em nosso coração, a parábola da candeia fala de como devemos demonstrar que aceitamos esta palavra.
Uma lâmpada acesa perde seu sentido quando colocada embaixo de uma vasilha ou da cama. A luz precisa iluminar! “Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo”. (2 Coríntios 4:6)
É nossa responsabilidade não  ocultar a luz do evangelho, mas levantá-la, para que seja visível. “Deus quer que todos os homens sejam salvos, e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (I Tm 2.4)

Ocultamos a luz da Sua palavra através da presunção, do medo das pessoas, da indiferença ou do comodismo?
Não precisamos fazer algo grandioso ou especial. A verdade pode ser dita de forma suave, mas ela deve ser dita – com amor e de forma inequívoca (Is. 42.2).

Podemos perguntar a Jesus: “Senhor, como posso mostrar hoje para alguém que é bom conhecer a Ti como luz da vida?”
Não devemos considerar nossa timidez, temores e “desculpas” mais importantes e mais sérias do que a tarefa que ele nos deu: “Ide...Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt. 28.19 e 20).
Podemos dizer conscientemente e com clareza, como Paulo: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê “(Rm. 1.16).

Isto vale especialmente quando sofremos pressões por causa do evangelho. Porém, temos um forte consolo: “Mas quando os prenderem, não se preocupem quanto ao que dizer, ou como dizer. Naquela hora lhes será dado o que dizer, pois não serão vocês que estarão falando, mas o Espírito do Pai de vocês falará por intermédio de vocês. (Mateus 10:19-20)

Fonte: Com Deus